segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Empatia para todos

No último post faltou falar de algo muito importante. E com as camadas improdutivas da sociedade como devemos agir? Certamente não tenho grande dependência de um deficiente físico ou mental. Qual contribuição eles podem dar para uma sociedade de indivíduos interdependentes? Parece difícil ver como pessoas debilitadas poderão contribuir para o desenvolvimento de todos.

O fato é que devemos olhar a sociedade como um só corpo. Se você tem um membro ou órgão doente o que se faz? Arrancamos eles ou buscamos curá-los? A resposta é clara. O mesmo deve ser feito com as partes doentes de um corpo chamado sociedade. A cura é o caminho certo, e caso ela não seja possível, agir com empatia é o melhor a fazer.
O que é empatia então?

do dicionário www.priberam.pt

de em + Gr. páthos, estado de alma
s. f.,
capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas.


Significa entender a situação das pessoas debilitadas. Ter empatia somente com aqueles que necessitamos é um ato de elitismo. Pois muitas vezes o problema vivenciado por essas pessoas é de origem primitiva, hereditária, ou até elas não queriam ser desse jeito. Cabe a nós, indivíduos sadios, ajudar os incapacitados com nossas ferramentas. Afinal, assim como todos dependem uns dos outros, eles dependem um pouco mais. E você? Está excluindo e destruindo os incapacitados? Se sim, você faria o mesmo com uma parte do seu corpo?

No próximo post vou falar daqueles que se tornaram debilitados por (aparentemente) livre escolha. É o caso dos presidiários por exemplo, que ao invés de contribuir para o todo, acabaram privados de construir um mundo melhor porque estão atrás das grades. Aliás, desde o início, o benefício geral não era a intenção deles... por isso estão presos. O que fazer então? A culpa é só deles, que agiram contra a lei? A lei está construindo justiça ou garantindo poder aos privilegiados, enquanto escraviza todo o resto? Afinal Nietzsche estava certo? Vejo vocês mais tarde!

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